oi meu amor
Hoje a
nossa pequena acordou querendo montar a árvore de natal. Estamos em novembro, faz 18 dias que você se foi. O Natal se aproxima, e por aqui, as lojas, os shoppings já começam a ficar enfeitados. Acho que isso contagiou a Juju.
Confesso que no início eu não estava muito
animada (você deve imaginar porque), mas ela pediu tanto que acabei cedendo. Com
aquele jeitinho dela mandão (não sei de quem ela puxou isso, rs...) foi dizendo
pra mim, pro Tio Sergio e pra Tia Paulinha onde era para colocar cada bolinha, cada enfeite.
O
Francisco não estava aqui, porque foi numa excursão com a escola. E por falar nele... ele
também tem sentido muito a sua falta. E quem não está? Difícil acreditar em tudo isso que aconteceu com a gente.
Mas voltando pro assunto da árvore, das bolinhas, da Juju; ela ficou extremamente feliz quando terminamos de
montá-la. Vê-la assim, seguindo a vidinha dela de um jeitinho tão especial, deixando tudo tão simples, compensou todo o esforço... e cada lágrima que insistiu em cair a cada bolinha que eu fui colocando na árvore.
Vai ser o nosso primeiro Natal separados. Depois de 23 anos juntos, esse vai ser um fim de ano bem diferente. E triste. Pela primeira vez o Papai Noel não vai poder atender ao meu pedido.
E por falar em pedidos (hoje o dia está cheio deles), Juju vira pra mim e diz assim: só falta uma coisinha mamãe: a música do papaizinhu!!!
E lá vamos nós escutar a música do papaizinhu. Lembra qual é né?
Era só
entrar no carro que ela pedia: música papai!
E não
era qualquer música que ela queria, tinha que ser Sweet Home Alabama!
Estava vendo a tradução e o refrão e diz assim:
“Alabama, doce lar, onde os céus são
tão azuis.
Alabama, doce lar, Deus, estou voltando pra casa”.
E você
voltou não é mesmo? Porque todos dizem que aqui na terra estamos apenas de
passagem, que a nossa verdadeira casa é na pátria espiritual... então meu amor,
agora você finalmente está em casa... mas você faz falta aqui. Nesta casa,
neste nosso doce lar.
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